Por decisão unânime de todos os partidos, foi hoje aprovado pela Câmara Municipal o novo regulamento de acesso ao Centro Histórico e o conjunto de normas que vão ditar a nova organização das esplanadas e da ocupação de todo esse espaço público de eleição.
Exigia-se esta reorganização. Em nome da dignificação da nossa "jóia da coroa" e da sua coerência enquanto espaço que pertence a todos e que por tantos é visitado; em nome da necessidade de preservação da sua especificidade; garantindo que a sua fruição não seja condicionada pela voragem do imediatismo, onde já quase tudo valia, sem regras, sem disciplina, sem gosto.
O primeiro passo foi dado com o regulamento que condicionará ainda mais o acesso automóvel ao Centro Histórico, que em breve terá barreiras físicas e controlo por imagem instalados na "Porta da Câmara" - acesso à Praça de S. Tiago pela rua Nun'Alvares, na "Porta Nova" - acesso ao largo Condessa do Juncal pelo Milenário e na "Porta de Santa Luzia" - acesso ao largo da Misercórdia pela rua Val de Donas.
Diariamente, essas "portas" estarão fechadas entre as 21h30 e as 7h00, com possibilidade de encerramento total ao fim-de-semana, ficando as operações de carga e descarga limitadas apenas ao período das 7h00 às 10h00. O trânsito passará a ser proibido na rua de Santa Maria, libertando os turistas da passagem permanente de veículos automóveis nessa artéria, e na rua da Rainha, a partir das 21h30, permitindo a fruição das esplanadas da Oliveira sem a passagem e o ruído dos carros.
A ocupação do espaço público e as esplanadas passam a ter, também, novas regras, com uma melhor organização do espaço licenciado, mobiliário adequado, guarda-sóis uniformizados e proibição de colocação de objectos, equipamentos e apetrechos decorativos nos passeios e nas entradas dos estabelecimentos. Tudo isto conjugado com um aumento da fiscalização pela Policia Municipal, condição indispensável para que tal normativo tenha eficácia prática.
Num processo sensível como este aceita-se a divergência e o cepticismo. Provavelmente de intensidade igual ao que se sentiu em 2000, ano em que se proibiu o acesso à Praça de S. Tiago e algumas artérias adjacentes. Volvidos doze anos ninguém aceitaria reverter essa decisão e provavelmente não estará longe o dia em que se exigirá o encerramento definitivo do acesso e trânsito automóvel na zona infra-muros, como alguns (cada vez mais) advogam.
Um passo de cada vez, porém. Hoje vive-se melhor o Centro Histórico do que há doze anos. E nos anos que se seguem esse objectivo deve permanecer intacto na gestão política do espaço público, sob pena de prejudicarmos seriamente todo um processo de regeneração urbana que noa conduziu ao estatuto que hoje tão orgulhosamente ostentamos.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Turismo apresenta roteiro empresarial
Pela iniciativa do Turismo da Câmara Municipal de Guimarães e do Gabinete de Informação ao Empresário nasceu hoje mais um projecto de diversificação da oferta turística do nosso concelho, que terá a sua apresentação oficial na BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa, no final deste mês.
Com o nome de "Guimarães Marca/Guimarães Branding", dez empresas vimaranenses aderiram à criação de um novo produto turístico de cariz empresarial, que potenciará ainda mais o segmento do turismo de negócios local, já deveras significativo e principal responsável pelas boas taxas de alojamento dos nossos hotéis.
Nesta primeira fase, as empresas Babex (vestuário criança), Camport, JAM e Kyaia (calçado), Herdmar e Cutipol (cutelarias), Lameirinho e Sampedro (têxteis-lar), Luipex (fatos de banho) e Jobarros (roupa interior), constam de um desdobrável bilingue (portugues e inglês), que passará a ser profusamente distribuído nos Postos de Turismo da região e do aeroporto do Porto, para além de integrar o portfolio de informação turística da Agência de Promoção Externa do Norte(ATP) nas feiras de turismo internacionais e nas visitas educacionais a jornalistas e trade.
Garantido está, ainda, o apoio à divulgação e dinamização deste projecto de promoção por parte da CEC'2012 e da AICEP (delegações no exterior), garantindo a sua eventual comercialização, parte importante do mesmo, já que as empresas aderentes, para além de garantirem visitas guiadas às suas instalações, terão de garantir portas abertas para venda dos produtos que fabricam.
No ano em que desejamos consolidar definitivamente Guimarães como destino de turismo de referência, a procura de novos nichos de mercado e de novos turistas são fundamentais para alcançar esse desiderato. E não deixa de ser relevante o exemplo dado pelas nossas empresas, muitas delas concorrendo entre si, mas entusiasticamente sensíveis a este projecto, partilhando um espaço comum de afirmação da nossa capacidade empresarial.
Com o nome de "Guimarães Marca/Guimarães Branding", dez empresas vimaranenses aderiram à criação de um novo produto turístico de cariz empresarial, que potenciará ainda mais o segmento do turismo de negócios local, já deveras significativo e principal responsável pelas boas taxas de alojamento dos nossos hotéis.
Nesta primeira fase, as empresas Babex (vestuário criança), Camport, JAM e Kyaia (calçado), Herdmar e Cutipol (cutelarias), Lameirinho e Sampedro (têxteis-lar), Luipex (fatos de banho) e Jobarros (roupa interior), constam de um desdobrável bilingue (portugues e inglês), que passará a ser profusamente distribuído nos Postos de Turismo da região e do aeroporto do Porto, para além de integrar o portfolio de informação turística da Agência de Promoção Externa do Norte(ATP) nas feiras de turismo internacionais e nas visitas educacionais a jornalistas e trade.
Garantido está, ainda, o apoio à divulgação e dinamização deste projecto de promoção por parte da CEC'2012 e da AICEP (delegações no exterior), garantindo a sua eventual comercialização, parte importante do mesmo, já que as empresas aderentes, para além de garantirem visitas guiadas às suas instalações, terão de garantir portas abertas para venda dos produtos que fabricam.
No ano em que desejamos consolidar definitivamente Guimarães como destino de turismo de referência, a procura de novos nichos de mercado e de novos turistas são fundamentais para alcançar esse desiderato. E não deixa de ser relevante o exemplo dado pelas nossas empresas, muitas delas concorrendo entre si, mas entusiasticamente sensíveis a este projecto, partilhando um espaço comum de afirmação da nossa capacidade empresarial.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Revista da TAP destaca Guimarães
É mais uma boa notícia para a promoção internacional de Guimarães: a edição de Fevereiro da revista TAP destaca a cidade de Guimarães e a Capital Europeia da Cultura, oferecendo aos seus passageiros 18 páginas de apurado gosto gráfico, textos bem elaborados e um conjunto de fotografias bastante apelativas.
Durante algumas semanas, em todos os voos operados pela transportadora aérea nacional, muitos milhares de passageiros, de todo o mundo, vão com certeza perder alguns minutos a ler esta excelente reportagem e, todos o esperamos, despertar em muitos deles a curiosidade da visita.
A reportagem começa assim: "pare, olhe, escute, toque, crie, veja, sinta, experimente, morda, renasça, faça parte! No ano em que é capital da cultura europeia, a histórica cidade de Guimarães, com as suas encantadoras praças e ruas medievais povoadas de vida, abre os braços para receber o passado, o presente e o futuro num magnifico espectáculo em que os artistas são as suas gentes. O coração bate agora mais forte!".
É uma excelente entrada para um texto muito simpático sobre Guimarães, a sua alma, o seu património, a sua gastronomia, os seus percursos e o "vendaval de cultura" anunciada para todo o ano de 2012.
Um excelente artigo, que percorrerá milhares de quilómetros nos aviões da TAP e que ajudará Guimarães a afirmar-se como destino de excelência.
Durante algumas semanas, em todos os voos operados pela transportadora aérea nacional, muitos milhares de passageiros, de todo o mundo, vão com certeza perder alguns minutos a ler esta excelente reportagem e, todos o esperamos, despertar em muitos deles a curiosidade da visita.
A reportagem começa assim: "pare, olhe, escute, toque, crie, veja, sinta, experimente, morda, renasça, faça parte! No ano em que é capital da cultura europeia, a histórica cidade de Guimarães, com as suas encantadoras praças e ruas medievais povoadas de vida, abre os braços para receber o passado, o presente e o futuro num magnifico espectáculo em que os artistas são as suas gentes. O coração bate agora mais forte!".
É uma excelente entrada para um texto muito simpático sobre Guimarães, a sua alma, o seu património, a sua gastronomia, os seus percursos e o "vendaval de cultura" anunciada para todo o ano de 2012.
Um excelente artigo, que percorrerá milhares de quilómetros nos aviões da TAP e que ajudará Guimarães a afirmar-se como destino de excelência.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
A batalha de almofadas no Toural
A curiosidade falou mais alto e, sem pretensões de qualificar a iniciativa, passei hoje de tarde pelo Toural para perceber o que era a anunciada Batalha de Almofadas por volta das 16 horas.
Sabia que tudo tinha começado pela iniciatva de dois jovens, replicando uma ideia que já tinha sido testada com (maior ou menor) sucesso noutras cidades, e cujas inscrições pelo facebook já tinham ultrapassado os dois milhares de pessoas.
Não foi uma inictiva da CEC, nem tão pouco da Câmara Municipal. Nasceu espontâneamente, e foi um sucesso. Milhares de pessoas, predominantemente jovens, mas também menos jovens, aguardaram o bater dos 4 da tarde no relógio da Igreja de S. Pedro e toca a transformar o novo Toural num autêntico campo de batalha... de almofadas.
Foi uma iniciativa gira, onde toda a gente se divertiu por uns bons minutos, o tempo necessário para que as almofadas se desfizessem numa nuvem de penas e algodão, que quase cobriram o Toural de um manto de neve artificial.
É assim Guimarães nos dias de hoje: positiva, divertida, participativa, vivendo em festa estes dias solarengos que nos convidam a sair de casa e, se necessário fôr, inventando motivos para que isso aconteça.
Sabia que tudo tinha começado pela iniciatva de dois jovens, replicando uma ideia que já tinha sido testada com (maior ou menor) sucesso noutras cidades, e cujas inscrições pelo facebook já tinham ultrapassado os dois milhares de pessoas.
Não foi uma inictiva da CEC, nem tão pouco da Câmara Municipal. Nasceu espontâneamente, e foi um sucesso. Milhares de pessoas, predominantemente jovens, mas também menos jovens, aguardaram o bater dos 4 da tarde no relógio da Igreja de S. Pedro e toca a transformar o novo Toural num autêntico campo de batalha... de almofadas.
Foi uma iniciativa gira, onde toda a gente se divertiu por uns bons minutos, o tempo necessário para que as almofadas se desfizessem numa nuvem de penas e algodão, que quase cobriram o Toural de um manto de neve artificial.
É assim Guimarães nos dias de hoje: positiva, divertida, participativa, vivendo em festa estes dias solarengos que nos convidam a sair de casa e, se necessário fôr, inventando motivos para que isso aconteça.
Cidade Europeia do Desporto em 2013
Com a visita realizada ontem por uma delegação da Associação das Capitais Europeias do Desporto, foi dado o decisivo passo no sentido de Guimarães ser Cidade Europeia do Desporto em 2013.
O representante do presidente da ACES, o italiano Gian Francesco Lupattelli, procedeu à entrega de uma placa que simboliza o estatuto oficial de Cidade Candidata, e caso esse título seja conseguido (o que se ficará a saber a 19 de Maio), Guimarães será a primeira cidade portuguesa a obter essa designação.
Este é um processo que a Câmara Municipal de Guimarães assumiu com forte empenhamento, ficando ontem claramente demonstrado que também a ACES está entusiasmado com esta possibilidade, tendo em conta a admiração que manifestaram pelo conjunto notável de instalações desportivas que existem na nossa cidade (e só viram uma pequena amostra), assim como pela paixão com que o desporto se vive nesta cidade.
O dossier final de candidatura está a ser preparado com todo o cuidado e rigor, depois de terem sido já validados os requisitos de pré-candidatura, no passado dia 2, no Conselho-Geral da ACES, realizado em Bruxelas.
É mais uma boa notícia para Guimarães e para os vimaranenses, já que no ano imediatamente a seguir à Capital Europeia da Cultura, podem continuar a mostrar ao país e à Europa a qualidade do seu projecto de desenvolvimento, continuando a prolongar no tempo a sua afirmação internacional, já que o conjunto de eventos que terá de organizar e assumir em 2013, ao nível do desporto, facilitarão esse desígnio.
O representante do presidente da ACES, o italiano Gian Francesco Lupattelli, procedeu à entrega de uma placa que simboliza o estatuto oficial de Cidade Candidata, e caso esse título seja conseguido (o que se ficará a saber a 19 de Maio), Guimarães será a primeira cidade portuguesa a obter essa designação.
Este é um processo que a Câmara Municipal de Guimarães assumiu com forte empenhamento, ficando ontem claramente demonstrado que também a ACES está entusiasmado com esta possibilidade, tendo em conta a admiração que manifestaram pelo conjunto notável de instalações desportivas que existem na nossa cidade (e só viram uma pequena amostra), assim como pela paixão com que o desporto se vive nesta cidade.
O dossier final de candidatura está a ser preparado com todo o cuidado e rigor, depois de terem sido já validados os requisitos de pré-candidatura, no passado dia 2, no Conselho-Geral da ACES, realizado em Bruxelas.
É mais uma boa notícia para Guimarães e para os vimaranenses, já que no ano imediatamente a seguir à Capital Europeia da Cultura, podem continuar a mostrar ao país e à Europa a qualidade do seu projecto de desenvolvimento, continuando a prolongar no tempo a sua afirmação internacional, já que o conjunto de eventos que terá de organizar e assumir em 2013, ao nível do desporto, facilitarão esse desígnio.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Capital mundial do vinho por três dias
Guimarães será, entre 4 e 6 de Maio, a capital mundial dos vinhos. Depois de ter passado, nos últimos anos, por Bordéus, Valencia, Palermo e Luxemburgo, Guimarães e o Multiusos vão acolher o "Concours Mondial de Bruxelles", uma das maiores competições de vinhos do mundo inteiro, onde são distinguidos e galardoados os melhores néctares do planeta.
Durante três dias, 7.400 vinhos de 50 países estarão a concurso, com 300 provadores de 40 nacionalidades diferentes, acompanhados por mais de uma centena de jornalistas internacionais e com cerca de 30 eventos promocionais associados.
No ano passado, em representação da Câmara Municipal, estive no Luxemburgo e assisti ao anúncio da escolha de Guimarães para palco deste concurso em 2012. E senti um genuíno entusiasmo de todos pela possibilidade de virem a conhecer o "coração" da região dos vinhos verdes. Um vinho que hoje é visto internacionalmente como um "vinho moderno, que graças à sua frescura, vivacidade e baixo teor alcoólico representa aquilo que o consumidor de qualquer canto do mundo cada vez mais procura". Quem o diz é o director-geral deste concurso, Thomas Costenoble, que acredita no seu enorme potencial.
Esta será, pois, uma excelente oportunidade para dar escala de notoriedade internacional ao nosso vinho verde, e o conjunto de acções de charme e simpatia que estão a ser organizadas com os produtores locais podem fazer mais nesses três dias pelo vinho verde do que qualquer campanha promocional paga a peso de ouro.
Na última edição do concurso, Portugal participou com 650 amostras e ganhou 235 medalhas, sendo já o quarto país na longa lista de países representados (atrás da França, Espanha e Itália). Para isso contribuíram decisivamente os vinhos produzidos no Douro e no Alentejo, que ganham reputação crescente por todo o mundo pela sua qualidade, honestidade e preço. Que bom seria que o vinho verde encontrasse aqui o caminho da sua afirmação internacional.
Durante três dias, 7.400 vinhos de 50 países estarão a concurso, com 300 provadores de 40 nacionalidades diferentes, acompanhados por mais de uma centena de jornalistas internacionais e com cerca de 30 eventos promocionais associados.
No ano passado, em representação da Câmara Municipal, estive no Luxemburgo e assisti ao anúncio da escolha de Guimarães para palco deste concurso em 2012. E senti um genuíno entusiasmo de todos pela possibilidade de virem a conhecer o "coração" da região dos vinhos verdes. Um vinho que hoje é visto internacionalmente como um "vinho moderno, que graças à sua frescura, vivacidade e baixo teor alcoólico representa aquilo que o consumidor de qualquer canto do mundo cada vez mais procura". Quem o diz é o director-geral deste concurso, Thomas Costenoble, que acredita no seu enorme potencial.
Esta será, pois, uma excelente oportunidade para dar escala de notoriedade internacional ao nosso vinho verde, e o conjunto de acções de charme e simpatia que estão a ser organizadas com os produtores locais podem fazer mais nesses três dias pelo vinho verde do que qualquer campanha promocional paga a peso de ouro.
Na última edição do concurso, Portugal participou com 650 amostras e ganhou 235 medalhas, sendo já o quarto país na longa lista de países representados (atrás da França, Espanha e Itália). Para isso contribuíram decisivamente os vinhos produzidos no Douro e no Alentejo, que ganham reputação crescente por todo o mundo pela sua qualidade, honestidade e preço. Que bom seria que o vinho verde encontrasse aqui o caminho da sua afirmação internacional.
Os surpreendentes números do arranque da CEC
São surpreendentes os números revelados ontem pela Fundação Cidade de Guimarães relacionados com os primeiros dias da Capital Europeia da Cultura na nossa cidade. Mais de 120.000 pessoas na primeira semana do evento, salas de espectáculos com lotação média de 82%, 1.550 notícias sobre Guimarães só entre 20 e 29 de Janeiro, presença contabilizada de mais de 350 jornalistas e 70 orgãos de comunicação social, 68.000 visitas ao site ofcial da Guimarães 2012 e cerca de 43.000 visualizações de vídeos no Youtube.
Adicione-se a tudo isto o número recorde de visitantes registados nos 3 museus da nossa cidade, o número impressionante de acessos aos Postos de Turismo (7.000 no fim-de-semana de 21 e 22 de Janeiro) e as elevadas taxas de ocupação nos principais hotéis da cidade. Do que tudo isto significou para o comércio local não é possível falar (talvez a ACIG possa sistematizar e monitorizar esses dados ao longo do ano) por objectivo desconhecimento dos valores de facturação relacionados com essa actividade, mas custará a crer que, também aí, a mais-valia não tenha sido bem significativa.
Sendo assim, mais do que o discurso político, mais do que a expectativa gerada (e nem sempre cumprida, como aconteceu com o Euro 2004, por exemplo), mais do que as palavras de mera circunstância, os primeiros números falam por si e dizem tudo: a CEC é verdadeiramente um acontecimento único para Guimarães e a dimensão da sua importância para um futuro mais risonho é mais do que garantida.
O desafio que temos em mãos é o de capitalizar este investimento e este mediatismo, transformando velhos hábitos e mentalidades, adequando a nossa forma de agir enquanto agentes locais à nova realidade que cresce em nosso redor.
Não podem ter mais lugar as costumeiras ladaínhas do "podia ser melhor", ou do "a ver vamos". Este não é mais o tempo dos ses, das indecisões ou das dúvidas. A CEC 2012 será mesmo uma tremenda mais-valia para a economia local, e os números dos primeiros dias vão-se replicar pelo ano inteiro, pois ainda serão muitos os eventos e actividades de grande atratividade que estão agendados. Quem ainda não se preparou, que o faça quanto antes.
Adicione-se a tudo isto o número recorde de visitantes registados nos 3 museus da nossa cidade, o número impressionante de acessos aos Postos de Turismo (7.000 no fim-de-semana de 21 e 22 de Janeiro) e as elevadas taxas de ocupação nos principais hotéis da cidade. Do que tudo isto significou para o comércio local não é possível falar (talvez a ACIG possa sistematizar e monitorizar esses dados ao longo do ano) por objectivo desconhecimento dos valores de facturação relacionados com essa actividade, mas custará a crer que, também aí, a mais-valia não tenha sido bem significativa.
Sendo assim, mais do que o discurso político, mais do que a expectativa gerada (e nem sempre cumprida, como aconteceu com o Euro 2004, por exemplo), mais do que as palavras de mera circunstância, os primeiros números falam por si e dizem tudo: a CEC é verdadeiramente um acontecimento único para Guimarães e a dimensão da sua importância para um futuro mais risonho é mais do que garantida.
O desafio que temos em mãos é o de capitalizar este investimento e este mediatismo, transformando velhos hábitos e mentalidades, adequando a nossa forma de agir enquanto agentes locais à nova realidade que cresce em nosso redor.
Não podem ter mais lugar as costumeiras ladaínhas do "podia ser melhor", ou do "a ver vamos". Este não é mais o tempo dos ses, das indecisões ou das dúvidas. A CEC 2012 será mesmo uma tremenda mais-valia para a economia local, e os números dos primeiros dias vão-se replicar pelo ano inteiro, pois ainda serão muitos os eventos e actividades de grande atratividade que estão agendados. Quem ainda não se preparou, que o faça quanto antes.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
O Vitória precisa de todos
Ao longo dos últimos anos tenho-me abstido de emitir opinião púbica sobre o Vitória. Tenho-a, como é evidente, enquanto cidadão livre e associado, mas entendo que o exercício de funções públicas me obriga ao recato e à equidistância, para mais sendo Vereador do Desporto no Município de Guimarães, onde coabitam mais de um centena de associações desportivas, todas elas merecedoras do meu maior respeito e admiração.
Abro hoje uma excepção porque provavelmente vivemos os dias mais difíceis de um percurso de vida de um clube que caminha para o centenário. O nosso clube. O clube de uma cidade, de um concelho, que todos vivem apaixonadamente e amam incondicionalmente.
A serem verdadeiras as notícias que hoje ficamos a conhecer, o clube terá um passivo que se aproxima vertiginosamente dos 20 milhões de euros. Com algumas das receitas mais significativas já comprometidas, com o acesso à banca e ao crédito bancário praticamente vedado, sem activos que alimentem expectativas de arrecadação de receita num futuro próximo, com sócios que exigem performances desportivas que permitam ocupar sempre os lugares cimeiros da liga profissional,a pergunta que se impõe é apenas esta: como se gere um clube nestas condições?
Se alguém chegasse hoje a Guimarães depois de um período de longa ausência e lhe dissessem que, mesmo nestas condições, existem já quatro putativos candidatos à liderança do Vitória, estupefacção seria a mínima reacção expectável. Mas Guimarães é assim, pejada de vitorianos dos sete costados, dispostos a todos os sacrifícios e imbuídos de um inigualável espirito clubista.
Mas será este o tempo para tantos candidatos? Será este o tempo de uma disputa eleitoral de tal modo atomizada que provoque ainda mais cisões e divergências entre uma família que, só mesmo unida, pode superar este tempo de tremenda dificuldade?
O Vitória vai precisar de todos para superar a tormenta que se aproxima. O Vitória do amanhã exigirá unidade em torno de um modelo de gestão simultâneamente sustentável e capaz de diminuir o passivo; exigirá paciência em relação à equipa profissional, que provavelmente terá de ser sacrificada na sua qualidade pela inibição financeira de contratar bons jogadores; exigirá disponibilidade plena dos novos dirigentes para encontrar soluções de gestão engenhosas que contrariem o cenário de dificuldade em que estamos todos mergulhados; exigirá, por fim, a escolha criteriosa dos melhores para liderar todo este processo.
Com serenidade e ponderação, a discussão aberta e profunda do caminho a seguir, terá de ser a nota dominante. Não excluindo ninguém. É chegada a altura de tirar todos os "esqueletos do armário", de falar sem reservas, de sacrificar a vertigem do imediatismo em prol de uma gestão rigorosa.
O Vitória sobreviverá, disso não tenho dúvidas. Porque mora numa cidade que é feita de gente audaciosa e onde no coração de cada um só palpita fervor clubista ao Vitória. Noutra cidade, com outra gente, tudo seria mais difícil, impossível até. Aqui isso não acontecerá. Nunca.
Abro hoje uma excepção porque provavelmente vivemos os dias mais difíceis de um percurso de vida de um clube que caminha para o centenário. O nosso clube. O clube de uma cidade, de um concelho, que todos vivem apaixonadamente e amam incondicionalmente.
A serem verdadeiras as notícias que hoje ficamos a conhecer, o clube terá um passivo que se aproxima vertiginosamente dos 20 milhões de euros. Com algumas das receitas mais significativas já comprometidas, com o acesso à banca e ao crédito bancário praticamente vedado, sem activos que alimentem expectativas de arrecadação de receita num futuro próximo, com sócios que exigem performances desportivas que permitam ocupar sempre os lugares cimeiros da liga profissional,a pergunta que se impõe é apenas esta: como se gere um clube nestas condições?
Se alguém chegasse hoje a Guimarães depois de um período de longa ausência e lhe dissessem que, mesmo nestas condições, existem já quatro putativos candidatos à liderança do Vitória, estupefacção seria a mínima reacção expectável. Mas Guimarães é assim, pejada de vitorianos dos sete costados, dispostos a todos os sacrifícios e imbuídos de um inigualável espirito clubista.
Mas será este o tempo para tantos candidatos? Será este o tempo de uma disputa eleitoral de tal modo atomizada que provoque ainda mais cisões e divergências entre uma família que, só mesmo unida, pode superar este tempo de tremenda dificuldade?
O Vitória vai precisar de todos para superar a tormenta que se aproxima. O Vitória do amanhã exigirá unidade em torno de um modelo de gestão simultâneamente sustentável e capaz de diminuir o passivo; exigirá paciência em relação à equipa profissional, que provavelmente terá de ser sacrificada na sua qualidade pela inibição financeira de contratar bons jogadores; exigirá disponibilidade plena dos novos dirigentes para encontrar soluções de gestão engenhosas que contrariem o cenário de dificuldade em que estamos todos mergulhados; exigirá, por fim, a escolha criteriosa dos melhores para liderar todo este processo.
Com serenidade e ponderação, a discussão aberta e profunda do caminho a seguir, terá de ser a nota dominante. Não excluindo ninguém. É chegada a altura de tirar todos os "esqueletos do armário", de falar sem reservas, de sacrificar a vertigem do imediatismo em prol de uma gestão rigorosa.
O Vitória sobreviverá, disso não tenho dúvidas. Porque mora numa cidade que é feita de gente audaciosa e onde no coração de cada um só palpita fervor clubista ao Vitória. Noutra cidade, com outra gente, tudo seria mais difícil, impossível até. Aqui isso não acontecerá. Nunca.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Guimarães, cidade de grandes eventos
Há vários anos que Guimarães tem assumido a condição de cidade preferencial para a realização de grandes eventos. A construção do Multiusos de Guimarães e do Centro Cultural Vila Flor (e mais recentemente o São Mamede), aliado à oferta hoteleira de qualidade disponível, as excelentes condições de acessibilidade à cidade e a beleza do nosso Centro Histórico, ampliaram a nossa dimensão enquanto destino de eventos, com o que isso significa de riqueza acrescida para a economia local. Hotéis, restaurantes, bares, estabelecimentos comerciais, transportes públicos e de aluguer, todos beneficiam economicamente com estes fluxos e replica-se um pouco por todo o mundo o reconhecimento de Guimarães como cidade atrativa.
2012 será mais um ano óptimo a este nível. No desporto, teremos a Liga Mundial de Voleibol, o Europeu de Rope Skipping e o Mundial de Xadrez Universitário; vamos receber o Concours Mondial de Bruxelles (o maior evento mundial de vinhos), o Congresso Internacional das Energy Cities, o Congresso Nacional das USF e o Congresso Internacional Histórico de Guimarães. Sei de mais dois ou três grandes congressos científicos organizados pela Universidade do Minho e de muitos outros organizados no âmbito da Capital Europeia da Cultura.
Ao longo do ano, milhares de pessoas vão passar por Guimarães nesses eventos e congressos. De Portugal e de todo o mundo. Vão deixar riqueza e (acredito) vão levar uma imagem positiva da nossa cidade.
É absolutamente crucial para a economia local que Guimarães mantenha viva nos anos vindouros esta dimensão, alimentando permanentemente actividades económicas que são manifestamente afectadas pelo decréscimo acentuado do poder de compra dos locais. Assumir e consolidar este estatuto de cidade de grandes eventos pode bem ser a "almofada" que permita diminuir o impacto da recessão económica que marca o quotidiano deste tempo.
2012 será mais um ano óptimo a este nível. No desporto, teremos a Liga Mundial de Voleibol, o Europeu de Rope Skipping e o Mundial de Xadrez Universitário; vamos receber o Concours Mondial de Bruxelles (o maior evento mundial de vinhos), o Congresso Internacional das Energy Cities, o Congresso Nacional das USF e o Congresso Internacional Histórico de Guimarães. Sei de mais dois ou três grandes congressos científicos organizados pela Universidade do Minho e de muitos outros organizados no âmbito da Capital Europeia da Cultura.
Ao longo do ano, milhares de pessoas vão passar por Guimarães nesses eventos e congressos. De Portugal e de todo o mundo. Vão deixar riqueza e (acredito) vão levar uma imagem positiva da nossa cidade.
É absolutamente crucial para a economia local que Guimarães mantenha viva nos anos vindouros esta dimensão, alimentando permanentemente actividades económicas que são manifestamente afectadas pelo decréscimo acentuado do poder de compra dos locais. Assumir e consolidar este estatuto de cidade de grandes eventos pode bem ser a "almofada" que permita diminuir o impacto da recessão económica que marca o quotidiano deste tempo.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Circuitos turísticos chegam a Guimarães
Com a aprovação hoje, em reunião do Executivo municipal, do programa de concessão de circuitos turísticos, está dado o decisivo passo para que, em breve, a cidade de Guimarães passe a dispor de um autocarro turístico e de Charretes movidas por cavalos.
Os fluxos turísticos visíveis e crescentes, induzidos pela CEC 2012, despertaram o interesse de várias empresas e a Câmara Municipal viu-se na necessidade de atribuir por concessão serviços de animação turistica que só são próprios de grandes cidades. Até agora não se conhecia o interesse de ninguém; de repente, são vários os candidatos. O que é óptimo, porque permite uma selecção e escolha de qualidade, num ganho evidente para o turismo local e para quem nos visita.
O autocarro turístico, com capacidade máxima para 26 passageiros, panorâmico, percorrerá as principiais artérias da cidade, com passagens pelas principais entradas do Centro Histórico, Colina Sagrada, Teleférico, Shopping, Estação de Comboios e zona de Couros, local que brevemente será mais uma atracão da nossa cidade. Funcionará diariamente e terá um serviço de audio-guia em várias línguas.
Já as Charretes, com um percurso mais pequeno e com passagem pelo coração do Centro Histórico, constituirão, estou certo, um elemento de atracão permanente, quiçá transportando-nos a um tempo em que o cavalo era certamente o único "veículo" autorizado a entrar nesse espaço.
Este despertar de interesse de empresas de animação turística, que se revela a outros níveis, com propostas que vão desde o aluguer de bicicletas eléctricas, trixis e segways, até serviços de guias especializados em vertentes até hoje não exploradas em cidades médias como a nossa, revelam a confiança da iniciativa privada no potencial de Guimarães como destino turístico, gerando um "efeito de bola-de-neve" que temos de consolidar: o aumento de turistas induz negócio, este gera o interesse dos privados e novos equipamentos e serviços de animação surgem; a experiência de visita torna-se mais interessante, desperta a curiosidade de novos visitantes e os fluxos tendem a aumentar.
É este o fantástico desafio que temos pela frente nos próximos anos: agarrar com toda a força e determinação esta oportunidade, utilizando a sensatez para distinguir entre a oportunidade e o oportunismo e ousando arriscar em modelos que correspondam às novas tendências.
Os fluxos turísticos visíveis e crescentes, induzidos pela CEC 2012, despertaram o interesse de várias empresas e a Câmara Municipal viu-se na necessidade de atribuir por concessão serviços de animação turistica que só são próprios de grandes cidades. Até agora não se conhecia o interesse de ninguém; de repente, são vários os candidatos. O que é óptimo, porque permite uma selecção e escolha de qualidade, num ganho evidente para o turismo local e para quem nos visita.
O autocarro turístico, com capacidade máxima para 26 passageiros, panorâmico, percorrerá as principiais artérias da cidade, com passagens pelas principais entradas do Centro Histórico, Colina Sagrada, Teleférico, Shopping, Estação de Comboios e zona de Couros, local que brevemente será mais uma atracão da nossa cidade. Funcionará diariamente e terá um serviço de audio-guia em várias línguas.
Já as Charretes, com um percurso mais pequeno e com passagem pelo coração do Centro Histórico, constituirão, estou certo, um elemento de atracão permanente, quiçá transportando-nos a um tempo em que o cavalo era certamente o único "veículo" autorizado a entrar nesse espaço.
Este despertar de interesse de empresas de animação turística, que se revela a outros níveis, com propostas que vão desde o aluguer de bicicletas eléctricas, trixis e segways, até serviços de guias especializados em vertentes até hoje não exploradas em cidades médias como a nossa, revelam a confiança da iniciativa privada no potencial de Guimarães como destino turístico, gerando um "efeito de bola-de-neve" que temos de consolidar: o aumento de turistas induz negócio, este gera o interesse dos privados e novos equipamentos e serviços de animação surgem; a experiência de visita torna-se mais interessante, desperta a curiosidade de novos visitantes e os fluxos tendem a aumentar.
É este o fantástico desafio que temos pela frente nos próximos anos: agarrar com toda a força e determinação esta oportunidade, utilizando a sensatez para distinguir entre a oportunidade e o oportunismo e ousando arriscar em modelos que correspondam às novas tendências.
Produção de lixo em queda acentuada
É um sinal dos tempos. Muito provavelmente dos tempos de dificuldade que vivemos, com a queda brutal do nosso poder de compra e, inevitavelmente, com repercussões sérias nos índices de consumo. A notícia é recente e dá conta que a produção de lixo urbano no nosso país decresceu cerca de 5% no ano findo. No Grande Porto a descida é de 4%, idêntica ao valor que apuramos em Guimarães, na região do centro é de 3%, mas a maior surpresa vem do território da Grande Lisboa e região Oeste, onde o poder de compra é bastante superior ao das restantes regiões, cujo decréscimo atingiu os 5%.
A diminuição da produção de resíduos, sejam eles indiferenciados ou recicláveis, devia ser um desígnio nacional, e não há governo, central ou local, que não olhe para estes resultados com indisfarçável satisfação. Os custos actuais da recolha e tratamento de resíduos absorvem parcelas significativas dos orçamentos, e em Guimarães, por exemplo, a receita arrecadada com a tarifa do lixo não chega sequer para pagar metade dos custos associados ao serviço, implicando um custo orçamental muito superior a 3 milhões de euros.
Gostaria de sentir que o decréscimo da produção de lixo estaria ligada a uma mudança de mentalidade, a novos hábitos de consumo, ao aumento progressivo de resíduos valorizáveis. No entanto, nem isso corresponde actualmente à verdade, pois em Guimarães, em 2011, a recolha selectiva de vidro desceu 6%, a de papel caiu 15% e a de embalagens diminuiu 2,5%. Depois de vários anos consecutivos de subida acentuada destes valores, em 2011 a inversão é total. Existindo uma objectiva razão directa entre a produção de resíduos recicláveis e os índices de consumo, estes números indicam claramente (em conjunto com outros que vamos conhecendo), que o consumo no nosso país está em queda acentuada.
Austeridade em cima de austeridade só pode dar nisto. Não sabemos é por quanto tempo mais!
A diminuição da produção de resíduos, sejam eles indiferenciados ou recicláveis, devia ser um desígnio nacional, e não há governo, central ou local, que não olhe para estes resultados com indisfarçável satisfação. Os custos actuais da recolha e tratamento de resíduos absorvem parcelas significativas dos orçamentos, e em Guimarães, por exemplo, a receita arrecadada com a tarifa do lixo não chega sequer para pagar metade dos custos associados ao serviço, implicando um custo orçamental muito superior a 3 milhões de euros.
Gostaria de sentir que o decréscimo da produção de lixo estaria ligada a uma mudança de mentalidade, a novos hábitos de consumo, ao aumento progressivo de resíduos valorizáveis. No entanto, nem isso corresponde actualmente à verdade, pois em Guimarães, em 2011, a recolha selectiva de vidro desceu 6%, a de papel caiu 15% e a de embalagens diminuiu 2,5%. Depois de vários anos consecutivos de subida acentuada destes valores, em 2011 a inversão é total. Existindo uma objectiva razão directa entre a produção de resíduos recicláveis e os índices de consumo, estes números indicam claramente (em conjunto com outros que vamos conhecendo), que o consumo no nosso país está em queda acentuada.
Austeridade em cima de austeridade só pode dar nisto. Não sabemos é por quanto tempo mais!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Investir na qualificação das pessoas
Procedi hoje à entrega, na companhia do Presidente da Associação Portuguesa de Hotelaria e Restauração, de mais 17 diplomas de participação na acção de formação "Chaves de Guimarães", elevando para 35 o número de proprietários e funcionários de restaurantes de Guimarães que passam a estar mais qualificados para o seu trabalho.
O resultado desta parceria, que teve como destinatários agentes dos ramos da hotelaria, restauração e empresas de animação, era simples: dotar cada um deles com novas ferramentas de conhecimento sobre a história local, oferecendo-lhes novas competências para informar e difundir a oferta turística que nos caracteriza.
Cada um deles, a partir de hoje, pode ser uma espécie de front office de informação turística, ajudando o turista que entra no seu restaurante, bar ou hotel a conhecer melhor a cidade, a sua história e as suas histórias.
Registei o entusiasmo com que participaram nesta acção de formação, e a vontade que manifestaram ter no sentido de criar uma "rede" de partilha de informação entre todos, numa lógica de solidariedade inter pares que só pode ter efeitos positivos no futuro.
Este projecto de qualificação dos agentes turísticos locais foi antecedido de muitos outros (atendimento, cozinha, enologia, pastelaria, inglês e higiene e segurança no trabalho) e constitui hoje uma matriz de actuação preferencial dos serviços de turismo da Câmara Municipal. Investir nas pessoas, nos funcionários anónimos, que são, não raras vezes, a primeira (boa ou má) impressão que deixamos ao turista que nos visita, é um caminho que temos de prosseguir. Para que eles se sintam parte, activa e interessada, na construção de um destino turístico onde a qualidade no atendimento e acolhimento seja verdadeiramente a nossa marca diferenciadora.
O resultado desta parceria, que teve como destinatários agentes dos ramos da hotelaria, restauração e empresas de animação, era simples: dotar cada um deles com novas ferramentas de conhecimento sobre a história local, oferecendo-lhes novas competências para informar e difundir a oferta turística que nos caracteriza.
Cada um deles, a partir de hoje, pode ser uma espécie de front office de informação turística, ajudando o turista que entra no seu restaurante, bar ou hotel a conhecer melhor a cidade, a sua história e as suas histórias.
Registei o entusiasmo com que participaram nesta acção de formação, e a vontade que manifestaram ter no sentido de criar uma "rede" de partilha de informação entre todos, numa lógica de solidariedade inter pares que só pode ter efeitos positivos no futuro.
Este projecto de qualificação dos agentes turísticos locais foi antecedido de muitos outros (atendimento, cozinha, enologia, pastelaria, inglês e higiene e segurança no trabalho) e constitui hoje uma matriz de actuação preferencial dos serviços de turismo da Câmara Municipal. Investir nas pessoas, nos funcionários anónimos, que são, não raras vezes, a primeira (boa ou má) impressão que deixamos ao turista que nos visita, é um caminho que temos de prosseguir. Para que eles se sintam parte, activa e interessada, na construção de um destino turístico onde a qualidade no atendimento e acolhimento seja verdadeiramente a nossa marca diferenciadora.
Os novos olhares sobre a cidade
Nos últimos dias as redes socais têm sido invadidas por centenas de fotografias de Guimarães. Principalmente dos espaços públicos recentemente requalificados, Toural e Alameda. São novos olhares sobre uma cidade que ousou alterar o facius do seu centro cívico, despertando reacões contraditórias, não deixando ninguém indiferente. Já vi fotografias belíssimas, numa descoberta de recortes, perspectivas e ângulos que nos surpreendem e emocionam. Numas sentimos o rigor e o detalhe de fotógrafo experiente, noutras a ingenuidade e espontaneidade do fotógrafo de ocasião; em todas, porém, se sente a profunda paixão dos seus autores pela cidade, numa demanda colectiva de fixar o momento em que Guimarães abriu portas à Europa e ao mundo no ano em que assumiu o estatuto de Capital Europeia da Cultura.
De todas as fotografias que vi, e já foram muitas, a que encima este post deixou-me fascinado. Chegou-me por mail, através de um amigo. Não sei quem é o seu autor, em que momento e de onde foi captada, mas isso nem interessa para nada. É uma imagem soberba e arrebatadora da "nova" cidade, onde a sombra majestática dos velhos edifícios que nasceram por entre a secular muralha permite destacar a explosão de luz e esplendor que emergem do desenho contemporâneo da nova Alameda.
É uma fotografia poderosa, tocante. Ao seu autor, seja ele quem for, os meus parabéns. Pelo seu olhar fiquei a gostar ainda mais da minha cidade.
De todas as fotografias que vi, e já foram muitas, a que encima este post deixou-me fascinado. Chegou-me por mail, através de um amigo. Não sei quem é o seu autor, em que momento e de onde foi captada, mas isso nem interessa para nada. É uma imagem soberba e arrebatadora da "nova" cidade, onde a sombra majestática dos velhos edifícios que nasceram por entre a secular muralha permite destacar a explosão de luz e esplendor que emergem do desenho contemporâneo da nova Alameda.
É uma fotografia poderosa, tocante. Ao seu autor, seja ele quem for, os meus parabéns. Pelo seu olhar fiquei a gostar ainda mais da minha cidade.
domingo, 29 de janeiro de 2012
As nossas casas encheram-se de música
Primeiro em casa de uma amiga, onde su casa foi mi casa, a meio da tarde com o virtuosismo de dois jovens da Orquestra Estúdio, ao anoitecer com a voz deslumbrante da Luísa Sobral, depois com o som afro e frenético dos Buraka Som Sistema, no Multiusos, vivi hoje mais um belíssimo dia na nossa Capital da Cultura.
Pressenti que ia ser mais um dia de fortes emoções quando passei pelo Toural ao início da tarde. O dia estava solarengo e bonito, convidativo a um passeio pela nova sala de visitas da cidade, mas o motivo porque tanta gente por ali passeava era outro. Como confirmei nas praças do Centro Histórico, logo a seguir, também repletas de gente, mas à procura das casas onde a música ia acontecer. De mapa e programa na mão, o motivo do frenesim de muitos vimanarenses e de muitos turistas era a descoberta dos locais onde ia acontecer o projecto "Mi casa es tu casa", uma ideia de Fernando Alvim para a CEC'2012.
32 cidadãos de Guimarães abriram as portas da suas habitações, por onde entraram músicos portugueses conhecidos (Luísa Sobral, Aldina Duarte, Mafalda Veiga, Paulo Praça, Virgem Suta entre muitos outros) e os jovens música da Orquestra Estúdio, aos pares. As lotações eram variadas, mas demasiado pequenas para tantos interessados, e onde deveriam caber apenas 15 ou 20 tiveram de entrar 40, 50 ou 60. Um sucesso. Uma experiência inolvidável esta de estar sentado mesmo em frente a uma cantora talentosa como a Luísa Sobral, num ambiente intimista e informal, com tempo para dois dedos de conversa, um copo e música, muito boa música, só com voz, viola e percussão, nada mais sendo necessário.
A noite passei-a com mais de duas mil pessoas, no Multiusos, onde o corpo era obrigado a exercício inesperado pela energia musical de um grupo de jovens da Buraca, que já dão que falar (e ouvir) por todo o mundo. O público foi fantástico, vibrante, e o concerto foi bom, muito bom mesmo.
No segundo sábado da CEC, a nossa casa continua a encher-se de gente, uma casa que desta vez teve música dentro. Amanhã terá cinema. A ante-estreia nacional dos famosos Marretas e o aclamado western-à-portuguesa "Estrada de Palha" do vimaranense Rodrigo Areias, com música ao vivo de Rita Redshoes e do Legendary Tigerman.
Pressenti que ia ser mais um dia de fortes emoções quando passei pelo Toural ao início da tarde. O dia estava solarengo e bonito, convidativo a um passeio pela nova sala de visitas da cidade, mas o motivo porque tanta gente por ali passeava era outro. Como confirmei nas praças do Centro Histórico, logo a seguir, também repletas de gente, mas à procura das casas onde a música ia acontecer. De mapa e programa na mão, o motivo do frenesim de muitos vimanarenses e de muitos turistas era a descoberta dos locais onde ia acontecer o projecto "Mi casa es tu casa", uma ideia de Fernando Alvim para a CEC'2012.
32 cidadãos de Guimarães abriram as portas da suas habitações, por onde entraram músicos portugueses conhecidos (Luísa Sobral, Aldina Duarte, Mafalda Veiga, Paulo Praça, Virgem Suta entre muitos outros) e os jovens música da Orquestra Estúdio, aos pares. As lotações eram variadas, mas demasiado pequenas para tantos interessados, e onde deveriam caber apenas 15 ou 20 tiveram de entrar 40, 50 ou 60. Um sucesso. Uma experiência inolvidável esta de estar sentado mesmo em frente a uma cantora talentosa como a Luísa Sobral, num ambiente intimista e informal, com tempo para dois dedos de conversa, um copo e música, muito boa música, só com voz, viola e percussão, nada mais sendo necessário.
A noite passei-a com mais de duas mil pessoas, no Multiusos, onde o corpo era obrigado a exercício inesperado pela energia musical de um grupo de jovens da Buraca, que já dão que falar (e ouvir) por todo o mundo. O público foi fantástico, vibrante, e o concerto foi bom, muito bom mesmo.
No segundo sábado da CEC, a nossa casa continua a encher-se de gente, uma casa que desta vez teve música dentro. Amanhã terá cinema. A ante-estreia nacional dos famosos Marretas e o aclamado western-à-portuguesa "Estrada de Palha" do vimaranense Rodrigo Areias, com música ao vivo de Rita Redshoes e do Legendary Tigerman.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
TUG modernizam frota
Os TUG - Transurbanos de Guimarães apresentaram hoje os oito novos autocarros que a partir da próxima segunda-feira vão ser colocados ao serviço dos vimaranenses que utilizam este meio de transporte. Estes novos oito veículos juntam-se a outros dois comprados no ano passado, o que significa que num curto espaço de tempo, e num investimento próximo dos dois milhões de euros, a empresa a quem a Câmara Municipal de Guimarães concessionou os transportes colectivos públicos substituíu 10 dos 34 autocarros da sua frota, tendo diminuído para metade o tempo médio de vida do material circulante.
São 10 autocarros novinhos em folha, vindos directamente da fábrica da Mercedes da Alemanha para as ruas de Guimarães, amigos do ambiente porque muito menos poluentes, com condições de uso adequadas a cidadãos com mobilidade condicionada e que apresentam índices de conforto e comodidade assinaláveis.
É um tremendo esforço de rejuvenescimento da frota e de modernização da empresa, num tempo de crise, de recessão económica e de diminuição do número de passageiros, o que valoriza ainda mais a postura da actual administração dos TUG.
Guimarães será das poucas cidades (talvez mesmo a única) em que a concessão dos transportes públicos não resulta no dispêndio de um cêntimo do orçamento municipal. O entendimento colaborante e profícuo entre a autarquia e o concessionário, num equilíbrio de forças que garante a satisfação da maior parte das exigências dos cidadãos vimaranenses que necessitam desse serviço e a sustentabilidade financeira da empresa, ajudam a perceber os motivos que levaram os TUG e a empresa-mãe ARRIVA a desembolsar dois milhões de euros, em contra-ciclo com a tendência nacional de desinvestimento. Entendo-a como um sinal inequívoco de confiança nesta relação colaborante com a autarquia e de confiança no potencial da cidade e dos utentes dos transurbanos.
São 10 autocarros novinhos em folha, vindos directamente da fábrica da Mercedes da Alemanha para as ruas de Guimarães, amigos do ambiente porque muito menos poluentes, com condições de uso adequadas a cidadãos com mobilidade condicionada e que apresentam índices de conforto e comodidade assinaláveis.
É um tremendo esforço de rejuvenescimento da frota e de modernização da empresa, num tempo de crise, de recessão económica e de diminuição do número de passageiros, o que valoriza ainda mais a postura da actual administração dos TUG.
Guimarães será das poucas cidades (talvez mesmo a única) em que a concessão dos transportes públicos não resulta no dispêndio de um cêntimo do orçamento municipal. O entendimento colaborante e profícuo entre a autarquia e o concessionário, num equilíbrio de forças que garante a satisfação da maior parte das exigências dos cidadãos vimaranenses que necessitam desse serviço e a sustentabilidade financeira da empresa, ajudam a perceber os motivos que levaram os TUG e a empresa-mãe ARRIVA a desembolsar dois milhões de euros, em contra-ciclo com a tendência nacional de desinvestimento. Entendo-a como um sinal inequívoco de confiança nesta relação colaborante com a autarquia e de confiança no potencial da cidade e dos utentes dos transurbanos.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
O comércio local ainda não percebeu?
As declarações proferidas hoje pelo Presidente da Associação Comercial e Industrial de Guimarães são elucidativas daquilo que pode ser a Capital Europeia da Cultura para o comércio local: uma oportunidade única em tempos de dificuldade.
Disse Carlos Teixeira aos microfones da Rádio Santiago que o fim-de-semana foi excelente para os comerciantes locais, com um volume de vendas considerável e que a satisfação era generalizada.
Para quem duvidava que a CEC pode ajudar a alterar o paradigma da economia local e que é um estímulo muito positivo para quem faz do negócio o seu modo de vida, a resposta foi pronta daquele que os representa. Os hotéis lotaram, os restaurantes encheram uma e outra vez, os bares esgotaram os stocks e muitos estabelecimentos comerciais escoaram os seus produtos aproveitando a multidão que rumou até Guimarães no último fim-de-semana.
E se no sábado foi o que se viu, e previu, não deixa de ser relevante o facto de muitos permanecerem por cá no dia seguinte, porventura rendidos a uma cidade que se apresenta festiva e alegre, mesmo sem espectáculos de encher o olho e a alma, como os do dia anterior.
Promete ser assim o ano todo. Já no próximo fim-de-semana temos em Guimarães os Buraka Som Sistema no Multiusos, a música e músicos de nomeada entrarão pela casa dos vimaranenses no projecto "Mi casa és tu casa" (um projecto que vai surpreender muita gente) e, no domingo, a ante-estreia nacional do filme dos "Marretas", no São Mamede, entre muitas outras coisas. Motivos de sobra para acolher novos públicos e novos visitantes na cidade.
A possibilidade de este cenário se repetir ao longo do ano (convém não esquecer que os Fura del Baus ainda regressam mais três vezes) determina, porém, que os comerciantes locais, principalmente na área da restauração, se preparem convenientemente. Bares que fecham mais cedo porque esgotam stocks de comida e bebida, restaurantes que fecham ao domingo, indícios claros de fraca qualidade de serviço e de atendimento por falta de qualificação dos funcionários, de tudo isto aconteceu um pouco. E não pode acontecer mais. (fiquei a saber hoje que os pincipais restaurantes de Vizela lotaram completamente no domingo com gente que chegava lá desiludida pelo facto de não encontrar restaurantes abertos em Guimarães!...) Não pode acontecer mais. Se é esta a oportunidade que todos ansiavam, convém que não a desperdicem. Porque ela não se repete. No ano da CEC, no ano em que tudo acontece, encerrar restaurantes, bares, pastelarias ou estabelecimentos comerciantes ao domingo para descanso do pessoal ou porque não prepararam convenientemente a reposição de stocks é um erro. Mais do que isso, é um desperdício de riqueza.
É fundamental retirar ilações do fim-de-semana passado, repensar as estratégias e redefinir processos de organização. De que vale ter uma cidade em festa, que atrai forasteiros e turistas, que desperta curiosidade e admiração, se as estruturas locais de suporte ao acolhimento e recepção falharem? Ainda vamos a tempo. Não de convencer os que se foram desiludidos, mas dos muitos que hão-de vir.
Disse Carlos Teixeira aos microfones da Rádio Santiago que o fim-de-semana foi excelente para os comerciantes locais, com um volume de vendas considerável e que a satisfação era generalizada.
Para quem duvidava que a CEC pode ajudar a alterar o paradigma da economia local e que é um estímulo muito positivo para quem faz do negócio o seu modo de vida, a resposta foi pronta daquele que os representa. Os hotéis lotaram, os restaurantes encheram uma e outra vez, os bares esgotaram os stocks e muitos estabelecimentos comerciais escoaram os seus produtos aproveitando a multidão que rumou até Guimarães no último fim-de-semana.
E se no sábado foi o que se viu, e previu, não deixa de ser relevante o facto de muitos permanecerem por cá no dia seguinte, porventura rendidos a uma cidade que se apresenta festiva e alegre, mesmo sem espectáculos de encher o olho e a alma, como os do dia anterior.
Promete ser assim o ano todo. Já no próximo fim-de-semana temos em Guimarães os Buraka Som Sistema no Multiusos, a música e músicos de nomeada entrarão pela casa dos vimaranenses no projecto "Mi casa és tu casa" (um projecto que vai surpreender muita gente) e, no domingo, a ante-estreia nacional do filme dos "Marretas", no São Mamede, entre muitas outras coisas. Motivos de sobra para acolher novos públicos e novos visitantes na cidade.
A possibilidade de este cenário se repetir ao longo do ano (convém não esquecer que os Fura del Baus ainda regressam mais três vezes) determina, porém, que os comerciantes locais, principalmente na área da restauração, se preparem convenientemente. Bares que fecham mais cedo porque esgotam stocks de comida e bebida, restaurantes que fecham ao domingo, indícios claros de fraca qualidade de serviço e de atendimento por falta de qualificação dos funcionários, de tudo isto aconteceu um pouco. E não pode acontecer mais. (fiquei a saber hoje que os pincipais restaurantes de Vizela lotaram completamente no domingo com gente que chegava lá desiludida pelo facto de não encontrar restaurantes abertos em Guimarães!...) Não pode acontecer mais. Se é esta a oportunidade que todos ansiavam, convém que não a desperdicem. Porque ela não se repete. No ano da CEC, no ano em que tudo acontece, encerrar restaurantes, bares, pastelarias ou estabelecimentos comerciantes ao domingo para descanso do pessoal ou porque não prepararam convenientemente a reposição de stocks é um erro. Mais do que isso, é um desperdício de riqueza.
É fundamental retirar ilações do fim-de-semana passado, repensar as estratégias e redefinir processos de organização. De que vale ter uma cidade em festa, que atrai forasteiros e turistas, que desperta curiosidade e admiração, se as estruturas locais de suporte ao acolhimento e recepção falharem? Ainda vamos a tempo. Não de convencer os que se foram desiludidos, mas dos muitos que hão-de vir.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Do privilégio de ser vimaranense
Dos jornais à blogosfera, na televisão e na rádio, já tudo praticamente se disse sobre o dia de ontem, dia primeiro para Guimarães da Capital Europeia da Cultura. Um dia memorável, que perdurará na memória dos vimaranenses para sempre. E do qual só consigo escrever umas linhas hoje, muitas horas depois de ter abandonado o Centro Histórico, no limite da minha resistência física, ontem sujeita a um duro teste.
Não são necessárias mais palavras para descrever a beleza da Cerimónia de Abertura no Multiusos e do espectáculo dos Fura del Baus, no Toural. Nem da festa depois da festa nas praças do Centro Histórico.
Aproveito as palavras para descrever o privilégio que é ser vimaranense. De pertencer a uma comunidade que sabe dar valor ao que é seu, que participa, vive e partilha com alegria e entusiasmo o que por aqui se faz ou o que por aqui acontece. Que gosta, faz questão mesmo, de ser parte, activa e interessada, nos processos de transformação da sua terra.
Deliciei-me com a cara de espanto de jornalistas e forasteiros sobre a adesão dos vimaranenses a este dia de festa. Ficam siderados, sem conseguir perceber de onde emana este amor genuíno que temos pela nossa cidade. Enfim, não nos conheciam. Ontem receberam o nosso cartão de visita. E da próxima vez que passarem por cá, o espanto vai dar lugar à admiração.
Duas notas finais. Uma para felicitar a RTP pelo excelente trabalho realizado na nossa cidade durante todo o dia. Ontem fez-se serviço público, mostrando-se ao país e à lusofonia que em Portugal existe uma comunidade de gente empreendedora, ousada, capaz, orgulhos e feliz. Que tem nome de Guimarães. Uma outra nota para as televisões privadas, que deviam ter feito mais. E o pouco que fizeram foi manifestamente a reboque da televisão pública e para mostrar a "azia" que sentiam, com especial destaque para a SIC, manifestante empenhada em dar uma imagem de parolismo local, com algumas reportagens execráveis. Muito deve custar a alguns jornalistas perceber que por aqui, longe de Lisboa e dos holofotes da fama, com muito menos dinheiro e meios, existe gente brilhante, que faz (muito) melhor do que eles. Se um dia regressarem, venham mais bem-dispostos ou tragam Eno. Ou então não venham sequer!
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
É melhor prevenir do que remediar
À semelhança do que tem acontecido nos dois últimos anos, a Câmara Municipal tem em curso uma operação de limpeza e desobstrução de linhas de água e de afluentes de ribeiras e rios que atravessam a nossa cidade, que por vezes, durante o Inverno, elevam bastante os seus níveis, provocando assoreamentos, cheias e prejuízos.
Inserido num plano especial de prevenção de cheias e inundações, esta operação segue-se a um conjunto de acções igualmente importantes de desobstrução de sarjetas, de limpeza de valetas junto às vias de comunicação e de limpeza de folhas e verificação de caixas de escoamento, acções essas que têm mitigado em grande medida os efeitos nefastos das fortes intempéries que, por vezes, nos assolam e que, também por vezes, provocam danos materiais consideráveis em zonas de leito de cheia, como é o caso de alguns locais no centro da própria Cidade. Mas estas operações de limpeza permitem, igualmente, a requalificação e reabilitação das áreas de lazer e dos parques verdes atravessados por esses rios e ribeiros, devolvendo as zonas ribeirinhas à fruição das pessoas, como são exemplos recentes a recuperação da represa em Cerca do Selho (Creixomil) ou a travessia do Ribeiro de Couros no Parque da Cidade.
São cerca de 4.5 quilómetros de linhas de água que estão a ser intervencionados, contemplando o Rio Selho, junto à Ponte Romana de Selho S. Lourenço e junto à Rua Cerca do Selho até à Ponte Medieval (incluindo a Rua dos Moinhos), em Creixomil, e o Ribeiro de Couros, mais especificamente no troço do Parque das Hortas, da Rua Calouste Gulbenkian até aos tanques públicos do Largo da República do Brasil (incluindo o troço fechado que atravessa o campo da Feira), na Rua da Ramada à Rua Vila Flor, desde a zona da Caldeiroa até às Eiras, passando pelo Mercado Municipal, Central de Camionagem, Alameda Mariano Felgueiras e Circular Urbana, troço desde a Circular Urbana até às Eiras e o troço do Parque da Cidade até à Rotunda dos Lyons.
É uma obra que passa despercebida ao olhar de quase todos, mas que tem sido fundamental para garantir maior qualidade de vida e sossego a todos quantos habitam perto dessas linhas de água, contribuindo, de igual modo, para o (re)equilíbrio ambiental, património que em Guimarães é de dimensão muito assinalável.
Inserido num plano especial de prevenção de cheias e inundações, esta operação segue-se a um conjunto de acções igualmente importantes de desobstrução de sarjetas, de limpeza de valetas junto às vias de comunicação e de limpeza de folhas e verificação de caixas de escoamento, acções essas que têm mitigado em grande medida os efeitos nefastos das fortes intempéries que, por vezes, nos assolam e que, também por vezes, provocam danos materiais consideráveis em zonas de leito de cheia, como é o caso de alguns locais no centro da própria Cidade. Mas estas operações de limpeza permitem, igualmente, a requalificação e reabilitação das áreas de lazer e dos parques verdes atravessados por esses rios e ribeiros, devolvendo as zonas ribeirinhas à fruição das pessoas, como são exemplos recentes a recuperação da represa em Cerca do Selho (Creixomil) ou a travessia do Ribeiro de Couros no Parque da Cidade.
São cerca de 4.5 quilómetros de linhas de água que estão a ser intervencionados, contemplando o Rio Selho, junto à Ponte Romana de Selho S. Lourenço e junto à Rua Cerca do Selho até à Ponte Medieval (incluindo a Rua dos Moinhos), em Creixomil, e o Ribeiro de Couros, mais especificamente no troço do Parque das Hortas, da Rua Calouste Gulbenkian até aos tanques públicos do Largo da República do Brasil (incluindo o troço fechado que atravessa o campo da Feira), na Rua da Ramada à Rua Vila Flor, desde a zona da Caldeiroa até às Eiras, passando pelo Mercado Municipal, Central de Camionagem, Alameda Mariano Felgueiras e Circular Urbana, troço desde a Circular Urbana até às Eiras e o troço do Parque da Cidade até à Rotunda dos Lyons.
É uma obra que passa despercebida ao olhar de quase todos, mas que tem sido fundamental para garantir maior qualidade de vida e sossego a todos quantos habitam perto dessas linhas de água, contribuindo, de igual modo, para o (re)equilíbrio ambiental, património que em Guimarães é de dimensão muito assinalável.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Ritmo louco
Hoje o dia começou cedo. Como quase sempre. O despertador acordou-me às 7h30 e o pequeno-almoço estava despachado pouco depois das 8h00,sem tempo para dar uma vista de olhos aos jornais. A manhã começou com o acompanhamento da empresa que está a instalar uns pórticos nas principas entradas da cidade com informação sobre os parques públicos de estacionamento disponíveis, seguindo-se uma viagem de carro pelas ruas da cidade para escolher locais onde será necessário reforçar a sinalética de indicação dos mesmos. Às 9h30, já no meu gabinete, tempo de audiências com quatro munícipes, como acontece todas as manhãs de quarta-feira. Por volta das 11h00, ronda de conversas com as chefias das equipas de limpeza, jardins e trânsito para actualizar informação sobre o conjunto de tarefas distribuídas no inicio da semana, todas relacionadas com a preparação das cerimónias e eventos do próximo sábado.
Da Câmara para o Toural, para me encontrar com responsáveis pelo espectáculo de sábado à noite.
Já passava da uma quando me sentei na Cervejaria Martins para um almoço que não durou mais de 20 minutos. À minha espera estava o chefe da equipa que está a podar as árvores na avenida D. Afonso Henriques; algumas indicações para orientar um trabalho que terá de estar concluído na sexta-feira e toca a marchar para a zona de Couros, para uma visita rápida às obras em curso e decidir alguns detalhes da minha área de competência.
Parte da tarde passei-a na Praça de S. Tiago e no Largo da Oliveira, reunindo individualmente com os proprietários de bares e restaurantes, dando instruções e prestando informação sobre a organização de esplanadas para sábado, tendo em conta as exigências das transmissões televisivas previstas para esses locais, assim como a festa agendada para o final do espectáculo do Toural. De permeio, entrevista para a Antena 1 sobre o facto de hotéis e restaurantes estarem já praticamente esgotados. Por volta das 16, encontro com o encarregado pela nova Brigada do Centro Histórico, para fazer o ponto de situação das pequenas intervenções em curso para aprimorar a nossa " jóia da coroa". Encontro rápido porque já estava atrasado para uma reunião no Multiusos com as forças policiais que estão a organizar toda a segurança do evento. Antes do regresso ao gabinete, passagem pelas obras em curso no Salgueiral para uma conversa com os técnicos municipais que fiscalizam a obra, e a garantia que tudo estará pronto a horas e a tempo de uma intervenção de limpeza em toda a área envolvente agendada para sexta à tarde e sábado de manhã.
Por volta das 18, de novo no Gabinete, desta vez para reunir com o meu Adjunto, que tem a responsabilidade de coordenar todo o trabalho do departamento e que me dá nota de tudo aquilo que me passou ao lado durante o dia. Dia que não acabaria sem o despacho de dezenas de processos administrativos que ao final da tarde se acumulam na minha mesa, a resposta a dezenas de mails acumulados na caixa do correio durante todo o dia e a preparação da reunião do Executivo municipal de amanhã. Mais de doze horas depois, regressei a casa, dando o dia de trabalho por concluído e sem tempo, mais uma vez, para a retemperadora "horita de ginásio", que me ajuda a compensar o desgaste físico e mental que este louco ritmo de trabalho impõe.
Enfim, mais um igual a todos os outros...
Da Câmara para o Toural, para me encontrar com responsáveis pelo espectáculo de sábado à noite.
Já passava da uma quando me sentei na Cervejaria Martins para um almoço que não durou mais de 20 minutos. À minha espera estava o chefe da equipa que está a podar as árvores na avenida D. Afonso Henriques; algumas indicações para orientar um trabalho que terá de estar concluído na sexta-feira e toca a marchar para a zona de Couros, para uma visita rápida às obras em curso e decidir alguns detalhes da minha área de competência.
Parte da tarde passei-a na Praça de S. Tiago e no Largo da Oliveira, reunindo individualmente com os proprietários de bares e restaurantes, dando instruções e prestando informação sobre a organização de esplanadas para sábado, tendo em conta as exigências das transmissões televisivas previstas para esses locais, assim como a festa agendada para o final do espectáculo do Toural. De permeio, entrevista para a Antena 1 sobre o facto de hotéis e restaurantes estarem já praticamente esgotados. Por volta das 16, encontro com o encarregado pela nova Brigada do Centro Histórico, para fazer o ponto de situação das pequenas intervenções em curso para aprimorar a nossa " jóia da coroa". Encontro rápido porque já estava atrasado para uma reunião no Multiusos com as forças policiais que estão a organizar toda a segurança do evento. Antes do regresso ao gabinete, passagem pelas obras em curso no Salgueiral para uma conversa com os técnicos municipais que fiscalizam a obra, e a garantia que tudo estará pronto a horas e a tempo de uma intervenção de limpeza em toda a área envolvente agendada para sexta à tarde e sábado de manhã.
Por volta das 18, de novo no Gabinete, desta vez para reunir com o meu Adjunto, que tem a responsabilidade de coordenar todo o trabalho do departamento e que me dá nota de tudo aquilo que me passou ao lado durante o dia. Dia que não acabaria sem o despacho de dezenas de processos administrativos que ao final da tarde se acumulam na minha mesa, a resposta a dezenas de mails acumulados na caixa do correio durante todo o dia e a preparação da reunião do Executivo municipal de amanhã. Mais de doze horas depois, regressei a casa, dando o dia de trabalho por concluído e sem tempo, mais uma vez, para a retemperadora "horita de ginásio", que me ajuda a compensar o desgaste físico e mental que este louco ritmo de trabalho impõe.
Enfim, mais um igual a todos os outros...
Empresas de Guimarães ajudam na promoção
Por iniciativa da Câmara Municipal, e com o apoio da Fundação Cidade de Guimarães, onze empresas exportadoras do nosso concelho iniciaram esta semana a distribuição de três milhões de flyers (panfletos), iguais aos da imagem deste post, por todo o mundo.
A ideia é muito simples: aproveitar as embalagens dos produtos que as nossas empresas exportam para lançar um convite, à escala mundial, para que visitem a nossa cidade em 2012.
Um dia destes, um qualquer cidadão dos Estados Unidos, do Japão, da Austrália ou da China, num total de 32 países, quando comprar num qualquer estabelecimento comercial uma peça de roupa, um atoalhado, um par de sapatos ou um faqueiro que seja produzido pelas empresas do nosso concelho que aderiram a este projecto (Cutipol, Kyaia, Babex, Herdmar, Lameirinho, Tictel, 2work4, Take a Walk, Jobarros, J.A.M. e Sampedro), serão surpreendidos com um pequeno, mas simpático, flyer convidando-os a conhecer Guimarães no ano em que será Capital Europeia da Cultura.
Esta acção de promoção internacional mereceu o apoio entusiástico das empresas, estando o processo em aberto para que outras possam aderir, e contribuirá para uma maior notoriedade de Guimarães junto de um segmento de mercado que corresponde ao perfil do turista que nos visita, já que todas estas empresas estão associadas a marcas de grande relevância comercial.
Quando todos ajudam, tudo é bem mais fácil.
A ideia é muito simples: aproveitar as embalagens dos produtos que as nossas empresas exportam para lançar um convite, à escala mundial, para que visitem a nossa cidade em 2012.
Um dia destes, um qualquer cidadão dos Estados Unidos, do Japão, da Austrália ou da China, num total de 32 países, quando comprar num qualquer estabelecimento comercial uma peça de roupa, um atoalhado, um par de sapatos ou um faqueiro que seja produzido pelas empresas do nosso concelho que aderiram a este projecto (Cutipol, Kyaia, Babex, Herdmar, Lameirinho, Tictel, 2work4, Take a Walk, Jobarros, J.A.M. e Sampedro), serão surpreendidos com um pequeno, mas simpático, flyer convidando-os a conhecer Guimarães no ano em que será Capital Europeia da Cultura.
Esta acção de promoção internacional mereceu o apoio entusiástico das empresas, estando o processo em aberto para que outras possam aderir, e contribuirá para uma maior notoriedade de Guimarães junto de um segmento de mercado que corresponde ao perfil do turista que nos visita, já que todas estas empresas estão associadas a marcas de grande relevância comercial.
Quando todos ajudam, tudo é bem mais fácil.
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